PODRIDÃO
Apenas o que fingimos não ser.
ESPERANÇAS DO PASSADO
Ação retrógrada,
Nada me agrada,
Caio no abismo levado pela avalanche
Que a este enche.
Junto com as distrações e enganos
Não posso mais confiar em mim,
Meus sentidos humanos.
Caio fora do planeta, mas nunca serei sol
Mato a barata com veneno aerosol
Para que? Para que estou escrevendo isso?
Liberdade de transcrever sem nenhum compromisso.
Nem a ciência sabe tudo
Por que eu deveria saber?
Sou o fim desta cadeia carbônica
Sou um selvagem na era eletrônica
Uma imagem que se desvanece
Quando perco o controle e você aparece
Sua face me sorrindo, ainda estou pedindo
Ao fim do que tudo foi um dia
Sou eu percebendo meu corpo caindo
De tantos tremores que pela madrugada podia
Estar sendo o fim do que algo foi há tempos atrás
Todos os nossos sentimentos contrários
Por todas as nossas precipitações
Agora já não é mais tão envolvente
Para explicar tudo isso com poucas citações
Que se concluem para agir como um solvente
De todos estes meus pensamentos insensatos.
Humanos são piores que insetos.
quinta-feira, 10 de março de 2011
sábado, 16 de outubro de 2010
ITAQUERA

SP – Itaquera
Frio coração paulistano.
Primeiro veio o amor, a dor eufórica da paixão.
Depois a dor da saudade, perdido na imensa cidade achei felicidade.
Agora a dor da perda, perda de algo que nunca tive.
A dor da solidão e o sentimento que ainda vive.
Suei a madrugada toda, sonhando com sua pessoa.
Na imensidão da vasta urbe, procurava seu rosto, algum sinal de você, algum rastro de sentimento.
O momento que antecede e a atitude de quem cede, pelo outro, por ele mesmo.
Suas ações são minhas emoções, memórias que guardo para o momento raro que aguardo ainda com você.
Uma nova visão em meus sonhos e a melhor visão na minha realidade.
Dias passam desapercebidos por entre nós. Atravessando a galáxia da insegurança.
Usei o insulfilme da alma.
Arruína-se em meio ao sujo pensamento.
Dias intransigentes.
Me atolo na minha própria armadilha individual, dois momentos consecutivos que me deram os motivos para sentir e querer, querer e querer.
A dinastia da mente, a doutrina que não consigo entender.
A sentença de vida e a sujeira moderna.
Suspenso pelos próprios impulsos, a vontade que me direciona para a disposição.
Espero que as novas possibilidades sejam otimamente aproveitadas.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
SUBTERFÚGIO

Para onde vou, encontrarei o que era
Para ser - O Mundo - (Perfeito e Ideal)
Eu me preparo e paro com tudo.
Sou o que restou daquilo que existia
Mas estou alegre pois haverá alegria
E quando voltar escreverei o que ocorreu
Neste instante minuto que se decorreu
Ao Fórum Mundial na grande Porto Alegre
Às margens do gaúcho rio Guaíba
Nos acampamentos da Juventude Internacional
A inconseqüência do consumismo e da miséria
Somos a humanidade moderna e um outro mundo
Está sendo quase impossível,
Na Era dos sonhos Via Satélite
Dos Big Brothers reais, da magia tecnológica
Quase na velocidade da luz,
Milhares de pessoas sem energia elétrica, sem alimentos,
Sem acesso a internet, sem assistência médica.
Medicina só para os ricos, cirurgias plásticas
Só faltam os transplantes de cérebro, poderei comprar um
Ou comprar um corpo novo na era da eletrônica
Uma mulher perfeita, linda e biônica.
Agora com 459 anos, a metrópole oferece tudo que a humanidade pode ter,
Desde a incrível TV de plasma até um super helicóptero
Que só vinte pessoas no mundo podem comprar,
Ter é poder, poder de consumir.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

domingo, 5 de setembro de 2010
METAS E METAMORFOSES

Sucatas do Século Vinte
Os meus esforços reconhecidos
Ao menos isso.
São poemas esquecidos e livros interminados.
Textos e poesias que jamais serão lidos.
Escrevo somente por escrever, já que ninguém vai ler.
São palavras falsas, as ladainhas de um falso pastor,
Os muros e as grades da religião e o mundo não pára de girar.
As pessoas não param de se matar, o homem que a tudo Vê.
A TV.
Enquanto cresci em meio aos jogos dos vídeo games japoneses.
Acompanhei a evolução da tecnologia, a magia da modernidade. Se tivesse nascido no sertão do Sergipe, não teria nada disso, acúmulo sucatas do século vinte e a parafernália tecnológica obsoleta e sem valor, sem uso e sem satisfação.
Tenho diversos produtos que vieram comigo do século XX, para os moderninhos com suas novidades ultra-modernas, são apenas sucatas, mas para mim são fragmentos da história e prova da idiotice coletiva. O lixo dele tem serventia para mim.
O lixo do século passado, sou um ser ultrapassado, retrógrado e sem noção. Me julgam e me subestimam, mas as coisas sempre são assim. Todos sofrem com a irracionalidade humana, mesmo os seres mais escondidos e inacessíveis. A natureza humana é contra a Natureza real já que o homem pode viver solitário, mas não pode suprir sozinho suas necessidades, como respirar, se alimentar e produzir água.
Não sou eu, somos todos nós, estamos todos errados, um afetando o outro, nossos mortos preocupados com nossos vivos, que se preocupam com outros vivos. Se não consigo me manter sóbrio, ou normal, tenho que ficar dopado, tenho que ficar são.
Tenho que ser magro, estou muito gordo. As coisas nem sempre são como a gente quer, e muitas vezes temos que nos conformar e nos acostumar com elas. É sempre assim, um dia é bom outro dia é ruim. =]
Meu sorriso, preciso, indeciso e conciso.
Paradoxal, triexifinidil.
É uma merda catastrófica toda esta história da tecnologia do entretenimento do final do século vinte e toda essa parafernália obsoleta que restou como sucata de um século que produziu tantas invenções mirabolantes, a arte perdeu para a tecnologia, a tecnologia virou arte, e todas as artes aderiram à tecnologia, orgia literária, confusões musicais, áudio visuais.
Mas eles não me deixam em paz,
Que merda na vida se faz.
Do que o ser humano é capaz.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Final dia.

Brasileiros
Temo pelo futuro dentro de um quarto escuro com medo de uma catástrofe nuclear. Sou muito louco para ser eu mesmo. Sou uma espécie de senso de humor mal constituído e as preces das pessoas clamam e apelam pelos santos que nos deixam solitários em meio à toda esta confusão terrena, e agora em algum lugar se rezam uma novena para acalmar os corações que sofreram terríveis perdas. A saudade é um sentimento que nos assola e tudo não passa de cópias de fatos criados pela nossa mente. Quem mente e quem diz a verdade, o que acontece de bom nesta cidade?
Está na natureza, o que não tem certeza, o que não tem conserto e o que não tem tamanho, estranho, sentidos e mal entendidos, o que não faz sentido.
O que será, o que será??
O que o Brasil será??
O que não tem governo, o que não tem vergonha, o que não tem juízo.
Brasil o país do povo indeciso.
O aviso que não evita, um vídeo que não se edita, uma mentira que nunca será dita.
Que bom é ser brasileiro, com certeza esta festa um dia terá desfecho,
Como é ser um bom pistoleiro perdido no meio deste trecho.