PODRIDÃO
Apenas o que fingimos não ser.
ESPERANÇAS DO PASSADO
Ação retrógrada,
Nada me agrada,
Caio no abismo levado pela avalanche
Que a este enche.
Junto com as distrações e enganos
Não posso mais confiar em mim,
Meus sentidos humanos.
Caio fora do planeta, mas nunca serei sol
Mato a barata com veneno aerosol
Para que? Para que estou escrevendo isso?
Liberdade de transcrever sem nenhum compromisso.
Nem a ciência sabe tudo
Por que eu deveria saber?
Sou o fim desta cadeia carbônica
Sou um selvagem na era eletrônica
Uma imagem que se desvanece
Quando perco o controle e você aparece
Sua face me sorrindo, ainda estou pedindo
Ao fim do que tudo foi um dia
Sou eu percebendo meu corpo caindo
De tantos tremores que pela madrugada podia
Estar sendo o fim do que algo foi há tempos atrás
Todos os nossos sentimentos contrários
Por todas as nossas precipitações
Agora já não é mais tão envolvente
Para explicar tudo isso com poucas citações
Que se concluem para agir como um solvente
De todos estes meus pensamentos insensatos.
Humanos são piores que insetos.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sinestesia imaginária
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
DECISÕES
A vida neste planeta e alguém lamenta a morte e a existência.
Tudo criado pelos ricos para subjugar os pobres
E os massacres da ganância são o resultado da miséria
A inteligência pronta para matar
As leis criadas por poucos para punir muitos
A lei que te garante, cometa um doloso, fuja do flagrante e responda em liberdade.
Liberdade é matar e morrer.
Todos estes massacres são o saldo da ignorância, e todos somos cúmplices
Sua morte pode ser sorte, e a vida sofrida dos povos sem condições de vida.
Vida sem vida. Cem vidas se perdem por dia em consequência da fome.
Sem nome pessoas nascem e morrem sem sabermos e somos cúmplices destas existências.
Extirpados da natureza perdemos instintos Animais famintos e a necessidade de criar A criação e a forma o sentir e o pensar Um sentimento gera o pensamento ou o pensamento produz sentimentos? Existe pensamento sem sentimento e sentimento impensado? Extirpado da minha mente um pensamento se perde como aquele sentimento extirpado do meu coração Sem ação sem pensamento O pensamento negativo, o não-pensar O sentimento vingativo, nunca vai compensar Extirpados da cultura perdemos sentimentos e os pensamentos sobre isso sempre vão passar.
terça-feira, 15 de março de 2011
FIM DO MUNDO

CÁRCERE DA LIBERDADE
Sentimentos indefesos, s.o.s para o bem;
Dias confusos da tal modernidade
Ruas repletas de máquinas e pessoas maquiadas,
Vivendo presos no cárcere da liberdade.
Suas metas incertas, discretas
Concretas formas sobre a mesa,
Nunca há surpresa, nem mensagens secretas
Habituados com a realidade da natureza.
Perdi os hábitos do ser e sou apenas hábitos ruins,
Misturando as piores possibilidades e se perdendo sem fins.
Tenho mais vícios que os mais impuros viciados
Sou um machado que estraçalha a madeira e corta a raiz
Minhas palavras são lançadas apenas com o idioma do meu país
A conseqüência de uma vida desregrada
A evidente perda de juízo, nos troncos onde enraízo, tenho razão
Sou apenas um parasita.
Tenho vontades que nem eu sei quais são, como alguém poderia realizá-las?
Sou um conjunto de coisas que não combinam, sou aquele que todos abominam e meus olhos se perdem no escuro de um mar. Mar de estrelas, a nossa certeza de insignificância, nossa infância recordada com retratos e relatos.
Faz um tempo que eu parei de pensar, penso um tempo em que parei.
Parei o tempo e pensei: o que farei?
Não tenho mais sentimentos, distribuí todos como meus últimos cigarros.
As luzes dos carros me cegam e as pessoas na calçada me erram, com receio de eu poder mordê-las.
Sou o animal acuado dentro da floresta em chamas, o último pensamento quando se sabe que vai morrer.
Sem ter para onde correr...
Sinto apenas o que eu nunca senti. Não sinto nada e desta vida faço a esplanada dos meus incertos pensamentos.
quinta-feira, 10 de março de 2011
BRASIL 2011

Desencadeando pensamentos monótonos que me fazem digitar as palavras,
Doses de tempo em tempo me fazem ficar
Sons que me atravessam e a TV só mostra o mal
Poucas cenas sensatas e imagens que mostram a vida e não o artificial criado
E idolatrado pelos homens e por sua sede de lucro.
Isolado como um átomo, vivendo como um animal. Pensamento raso e a inspiração
Que sufoca, nesta Oca, minha cabeça oca e meus ventrículos duros.
Neurônios morrem, a música se repete como marteladas na minha cabeça de prego.
O martelo sonoro da mediocridade que destrói as mentes, o povo com fome e sem tempo
Se rende ao noticiário que parece o obituário do jornal de guerra.
Planeta Terra nos perdoe, na insignificância gananciosa, a raça humana já conseguiu afetar o Universo.
Com seus satélites e lixos espaciais, já poluem até o espaço.
Deuses ou alienígenas conseguirão nos deter?
Destruímos em menos de dois séculos quase metade do planeta, que demorou
Bilhões de anos para nos criar.
Se alguém conseguir achar isso daqui centenas de anos, saberá que a culpa sempre e será
Da maravilhosa raça humana, com sua inteligência insana de criar para destruir.
Funcionando estaticamente, jazemos em estatísticas. Fazemos dos nossos prazeres os resultados de tantas logísticas, mensagens místicas de quem tenta interpretar as estrelas, as luzes do passado que nunca conheceremos, sutis mentes, momentos que suprem egos e por vezes nos encontramos cegos diante as vontades que nunca são saciadas, as vidas programadas para logo terem fim. Ciclos naturais e as tempestades emocionais que coordenam a razão humana, sem razão estamos acabando com tudo, com a simples desculpa de começar algo novo, esquecendo o que sofre o povo e ajudando no aumento das fortunas daqueles que já têm muito.
ESTE É O SEU INTUITO?
DOIS TEMPOS...

Biosfera
Me perdi em meio aos meios mais passíveis de destruição, a condição moderna quase inorgânica, modificada quimicamente por vontade própria.
Sou a era mais nefasta da história, uma espécie de novo ser, sem saber ser o que era.]
Itaquera nos protege, o herege interrogativo, nativo de uma terra roubada, povos massacrados e enganados. Orwell e o grande irmão, a verdade contida em outro livro qualquer, esquecida pela modernidade que havia sido anunciada, esta seria a última cena de um episódio, vista em uma tela de plasma.
Sensor térmico
Derretendo no calor de um verão conturbado,
Vivendo no sujo mundo enfumaçado, sem controle, controlado.
Controle remoto do ego, um cão guia o cego em meio à multidão indiferente.
Carentes de alguma forma, de algo, de nada, de tudo, carentes do entendimento,
De um sentimento que nos faça ter atitudes, ações.
Carência de emoções, falta de contatos epidérmicos, sem vontade e sem sentido,
Perdemos nosso sensor térmico.
Seu calor me aquece, mas seu coração é frio.
Cópia.

São Paulo, 08/03/2011
Me atrapalha e me insulta, abrupta ação dominante. Seduz e confunde, afunde meus pensamentos entre seu ventre. Perpetuamos nossa espécie, trocando fluídos, instinto, sede, líquidos... Eu ainda tenho o cheiro da minha placenta, uma criatura isenta de qualquer sentido. Um dia acaba e me arrependo de ter mentido. Sufoca e abrange, range seu interior, pronto para gerar outro ser. Mas não é meu ser, nunca serei.